Curitiba - Após reunião com o candidato à Presidência Geraldo Alckmin (PSDB), o presidente da Assembléia Legislativa, deputado Hermas Brandão (PSDB), garantiu apoio à candidatura do tucano. ''Vou continuar no PSDB e, então, eu tenho que assumir. E também porque acho que é o melhor candidato e que neste episódio (do fim da aliança) ele foi o menos culpado. Acho que foi mal conduzido pelo presidente nacional do nosso partido (senador Tasso Jereissati)'', disse. Brandão, que agora não é candidato a nada, afirmou que está pronto para deixar a vida política, mas que preparado para brigar nas eleições internas estadual e nacional do PSDB.
''Sinto que meus compromissos foram cumpridos no Estado. Vou participar com amigos desta eleição. Estou fechado com o Alckmin, como estou fechado com (Roberto) Requião (candidato à reeleição) e com Álvaro Dias (candidato tucano à reeleição ao Senado)'', afirmou. Brandão e Alckmin evitaram falar o conteúdo da conversa. Mas o deputado afirmou que foi ''franca e aberta e que, quando é assim, fica mais fácil se entender''.
Apesar de garantir que vai sair da política, o presidente da Assembléia salientou que tem ''outras lutas dentro do PSDB''. ''A primeira delas será a renovação do diretório estadual do partido (que o tem o deputado Valdir Rossoni, que era contra a aliança, como presidente). Vou também participar ativamente da renovação do diretório nacional.'' As duas eleições são no ano que vem. Ao final, Brandão assegurou que não vai ficar constrangido caso Requião decida apoiar a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e garantiu que os seis deputados estaduais (do total de nove) a favor da aliança continuam com ele e Requião. (A.B.)

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