Nova Délhi O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse estar ''aliviado'' com a primeira reforma ministerial de seu governo. A confidência foi feita a interlocutores durante a viagem São Paulo-Nova Délhi. Na lista das demissões, a que mais preocupou Lula foi a de José Graziano da Silva (Segurança Alimentar e Combate à Fome), mas ele acredita que o antigo colaborador deve aceitar o convite para ser assessor especial no Palácio do Planalto.
Lula estava tão curioso sobre a repercussão política da reforma no Brasil que quando o avião presidencial fez escala para abastecer em Palermo, na Itália, ele pegou o celular e ligou para o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação do Governo, Luiz Gushiken. Ainda era madrugada, mas o presidente queria notícias. ''A repercussão foi muito positiva. Fique tranquilo'', afirmou Gushiken. ''Estou aliviado'', desabafou Lula.
As mudanças, na sua opinião, eram necessárias não somente para acomodar o PMDB como para dar eficiência à máquina administrativa. Integrante da comitiva, o governador do Mato Grosso do Sul, José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT, disse que o presidente elogiou Graziano durante o vôo.
''Temos de conversar com os companheiros do PT para afastar ressentimentos que podem ter ficado num primeiro momento'', observou Zeca. ''A reforma foi mais bem aceita do que esperávamos.'' Os dois deputados federais do PFL que acompanham o presidente na viagem à Índia Abelardo Lupion (PR) e Aroldo Cedraz (BA) concluíram que o Ministério precisava de uma ''mexida''.
''Lula ficou satisfeito com a reforma. Ele só comentou a dureza que é demitir um companheiro'', insistiu o governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), que também integra a comitiva presidencial.

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