Estevão nega envio de US$ 1 mi para Nicolau
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sexta-feira, 14 de setembro de 2001
Agência Estado 
O ex-senador Luiz Estevão (PMDB-DF) negou ontem que tenha enviado US$ 1 milhão para a conta do juiz aposentado Nicolau dos Santos Neto, no Banco Santander de Genebra, na Suíça. Estevão foi interrogado durante uma hora e 30 minutos pelo juiz Casem Mazloum, que conduz a ação criminal sobre o desvio de recursos das obras do Fórum Trabalhista de São Paulo. Acompanhado do advogado, o ministro aposentado do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Vicente Cernichiari, ele afirmou que jamais transferiu dinheiro para Nicolau. ''Não mandei dinheiro para o juiz, nem para a família ou para algum procurador dele.''
Segundo o Ministério Público Federal (MPF), entre julho e outubro de 1993, o ex-senador repassou US$ 1 milhão para a conta Nisan, cujo titular é Nicolau. A soma foi remetida para a Suíça a partir de duas contas, denominadas Leo Green e James Tower nomes fantasia adotados por Estevão, de acordo com a Procuradoria da República. A Leo Green e a James Tower são contas que Estevão teria mantido no Delta Bank de Miami. Estevão assegurou que as contas de Miami não pertencem a ele.
O ex-senador voltou a criticar o MPF, dizendo que a intenção dos procuradores é o perseguir. Ele também afirmou nunca ter sido credor nem devedor da empresa Manaus Trading, situada em Miami. Por meio dessa companhia, segundo o MPF, os empresários responsáveis pela obra do Fórum Fábio Monteiro de Barros Filho e José Eduardo Corrêa Teixeira Ferraz enviaram US$ 3,2 milhões para os Estados Unidos. Uma parte dessa quantia teria ido parar na conta Leo Green.
Estevão afirmou que pretende reverter a cassação dos direitos políticos e disputar o governo de Brasília. Mazloum marcou um novo interrogatório de Nicolau para o dia 8 de outubro. E também determinou que o processo deverá prosseguir, independentemente da chegada da carta rogatória expedida para ouvir uma testemunha de defesa de Barros Filho, que reside na França.


