O ex-senador Luiz Estevão admitiu ontem ''alterações'' na documentação contábil entregue à 12 Vara da Justiça Federal em São Paulo, onde responde a ação civil por improbidade administrativa e enriquecimento ilícito. Mas negou ter sido autor ou mandante da adulteração do balanço patrimonial, balancetes e contas dos ativos do Grupo OK, do qual é presidente.

Segundo Estevão, quem teria feito as alterações foi Jesuína Tereza Ferreira, ex-contadora das empresas ligadas ao OK. O ex-senador teve sua prisão preventiva requerida pelo Ministério Público Federal, com base em denúncias de Tereza.

Segundo Tereza, que trabalhou quase 20 anos para o OK, Estevão montou às pressas um esquema de fraudes para adulterar os balancetes entregues à Justiça. O plano dele seria enganar a Justiça com informações falsas sobre o patrimônio do grupo em abril de 2000, a 12 Vara decretou a indisponibilidade de bens de Estevão.

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