Estatal volta a defender ação de indenização
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quinta-feira, 04 de setembro de 2003
Rosana Félix<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A Companhia Paranaense de Energia (Copel) continuou ontem a defender a ação de indenização proposta contra o Estado. O diretor jurídico da Copel, Assis Corrêa, afirmou ontem que ''está havendo uma interpretação distorcida'' sobre o processo. A ação pede o pagamento de R$ 39,6 milhões por conta do Decreto Estadual 671/2003, que anulou a compra de créditos tributários da empresa falida Olvepar pela Copel.
Corrêa criticou o ex-presidente da Copel Ingo Hubert. Hubert, em depoimento à CPI da Copel na terça-feira, elogiou a atual diretoria por causa da ação e disse que agiu corretamente ao realizar a negociação com a Olvepar. ''A ação que a Copel propôs foi justamente pelo fato de o Ingo Hubert ter cometido um ato ilícito que causou prejuízo à companhia. Ele é culpado e não tem defesa. Se tivesse outra defesa, se valeria dela. O que ele está fazendo é tentar emplacar uma mentira'', afirmou Assis Corrêa, por meio da assessoria de imprensa.
Para o advogado tributarista Leonardo de Paola, o pedido da Copel é legítimo pelo prisma jurídico. ''Em tese, claro que tem direito de entrar com ação, porque se disse prejudicada. Mas é estranho, já que a pessoa que preside a Copel (Paulo Pimentel) é de confiança do governador'', observou. A ação está na 2 Vara da Fazenda Pública.


