Estatal tenta esclarecer ação contra governo
Curitiba - A Copel divulgou nota ontem esclarecendo sobre a ação judicial contra o Estado. Segundo a estatal, ''a ação de ressarcimento de danos foi ajuizada exatamente porque a Copel sofreu prejuízo, e prejuízo decorrente de ato ilícito, considerado criminoso pelo Ministério Público, praticado por Ingo Hubert no exercício do cargo de secretário da Fazenda do Governo Jaime Lerner''.
A Copel ressalta que o Estado é réu porque Hubert, ''agindo ilicitamente no exercício de suas funções, foi quem praticou o ato de que resultou, no final, prejuízo para a Copel''. Na terça-feira, durante depoimento à CPI, Hubert havia elogiado a atual diretoria da Copel. ''A própria diretoria da Copel, agora no atual governo, entendeu que as operações eram legais'', disse.
O ex-presidente da Copel confirmou que autorizou toda a operação com a Olvepar, durante o segundo tempo da sessão da CPI, que começou por volta das 20h e terminou às 23h30. Ele afirmou que autorizaria a transação novamente, porque tem certeza da legalidade da operação. O presidente da CPI, deputado estadual Marcos Isfer (PPS), disse que o depoimento de Hubert esclareceu pouca coisa sobre as investigações que estão sendo feitas. Hubert confirmou que o ex-coordenador da Receita Estadual, João Manoel Delgado Lucena, deu pareceres contrários aos créditos da Olvepar. ''Era obrigação dele'', argumentou.
A Copel também fez o negócio com a Olvepar poque havia processos semelhantes de créditos tributários da Cocamar, explicou Hubert. De acordo com o deputado estadual Tadeu Veneri (PT), a Cocamar apresentou provas para o recebimento dos créditos. Hubert explicou que a Olvepar, empresa falida, não apresentou provas porque não tinha dinheiro para pagar uma perícia.
Hubert também defendeu o contrato com a Adifea, entidade que recebeu cerca de R$ 16 milhões da Copel por um levantamento de créditos tributários. Investigação da CPI mostrou que o mesmo levantamento tinha sido feito por funcionários da Copel. Hubert disse que a Adifea apresentou a solução técnica para a estatal resgatar os créditos tributários levantados. (R.F.)





