Brasília - Em depoimento ontem na CPI da Petrobras, três gerentes da empresa negaram os critérios políticos para a concessão de patrocínios e na definição da política de comunicação da empresa. As informações são da Agência Brasil.
A gerente de Patrocínio da estatal, Eliane Costa, afirmou que a escolha das atividades culturais e esportivas que recebem o dinheiro da estatal obedece a critérios técnicos que podem ser comprovados pelos resultados obtidos. As informações são da Agência Brasil.
''É preciso deixar claro que o patrocínio não é um repasse de recursos, é um contrato entre duas partes, que garante a exposição da nossa marca. Há seleções públicas de projetos, que são analisados por especialistas externos à companhia nas áreas de artes visuais, cênicas, curta-metragem e acervo de música. E programas específicos corporativos para esporte'', disse.
Eliane Costa afirmou ainda que 98% das atividades culturais patrocinadas pela Petrobras também estão inseridas na Lei Nacional de Incentivo à Cultura. ''Agindo assim, temos a garantia do rigoroso crivo feito pelo Ministério da Cultura'', justificou.
De acordo com os dados fornecidos pela empresa, mais de 47 mil propostas receberam incentivos financeiros da Petrobras nos últimos nove anos, sendo 21.320 projetos apresentados diretamente à empresa e 26 mil inscritos nas seleções públicas.
A CPI ouviu também os depoimentos de Wilson Santarosa, gerente de Comunicação Institucional, e de Luis Fernando Maia Nery, gerente de Responsabilidade Social.
Os depoimentos foram motivados pelas suspeitas de que o dinheiro de patrocínio teria ido parar em contas de empresas com endereços fictícios e de contas ligadas à família Sarney. A fundação que leva o nome de Sarney teria recebido R$ 1,34 milhão da Petrobras entre o fim de 2005 e setembro do ano passado para a preservação de seu acervo.

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