Estatais surgiram durante seu governo
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segunda-feira, 16 de outubro de 2000
De Curitiba 
Em 1960, quando o Paraná tinha apenas 60 municípios, Ney Braga foi candidato a governador com o apoio direto de apenas dois prefeitos. Mas isso pode ser considerado apenas um detalhe, de uma campanha onde ele contou além do seu já consagrado estilo conciliador de fazer alianças com vários fatores. Entre eles a morte do senador Souza Naves, na época o maior líder do PTB no Estado e favorito para suceder Moysés Lupion no governo do Paraná.
Com apoio declarado a Jânio Quadros para presidente e o PSD (Partido Social Democrático) enfraquecido com as denúncias de corrupção contra Lupion, Ney Braga conquistou o apoio da UDN (União Democrática Nacional) e elegeu-se governador. Sua gestão foi marcada pelo Plano de Desenvolvimento do Paraná, que culminou com a criação, em 1962, da Companhia de Desenvolvimento Econômico do Paraná (Codepar), que gerenciava a planejava a aplicação dos recursos do Fundo de Desenvolvimento Econômuico (FDE). O Paraná estava em desordem, lembrava o ex-governador.
Foi durante a primeira gestão de Ney Braga que surgiram várias das empresas estatais, como a Telepar, a Sanepar, a Fundepar e a Celepar. Na área social, foi criado o Instituto de Previdência do Estado, o Ipe, hoje extinto. Ney Braga também articulou a instituição do Codesul e, posteriormente, a criação do BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul). Ele foi o responsável pela integração rodoviária do Paraná, com a construção da Rodovia do Café. Para viabilizar a modernização de nossa cafeicultura, foi criada a empresa de economia mista Café do Paraná.
Com dois anos de governo os secretários da Agricultura, Paulo Pimentel, e da Justiça Affonso Camargo Neto, já sinalizavam que seriam candidatos à sucessão de Ney Braga. Ney Braga foi o responsável por uma virada na convenção do PDC, que preferiu apoiar Pimentel (do Partido Trabalhista Nacional) a Affonso Camargo. A seguir, a preferência de Ney Braga por Castello Branco, e a de Pimental, pelo general Costa e Silva, acabou rompendo a aliança política dos dois. (R.B.N.)


