Estatais e prefeitura sob suspeita
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terça-feira, 28 de junho de 2005
Andréa Lombardo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Há suspeita de envolvimento de servidores públicos de outros órgãos como do próprio Departamento de Estradas de Rodagem (DER), da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) e da Prefeitura de Curitiba que também serão alvo de investigações. Esse será um dos desdobramentos da operação Grande Empreitada, informou o secretário de Estado da Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, em coletiva na tarde de ontem.
O único funcionário público preso, até ontem, foi o diretor técnico da Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec), Lucas Bach Adada. De acordo com Delazari, ele teria ajudado a elaborar a justificativa técnica para elevar o valor máximo de uma licitação para obras viárias, de R$ 52,3 milhões para R$ 70 milhões. A suspeita de que a concorrência, lançada no ano passado, havia sido superfaturada foi o que motivou as investigações. A primeira licitação teria sido esvaziada, propositalmente, por meio de manobra da Apeop para forçar a majoração dos preços.
Segundo informações da Secretaria de Segurança, a fraude armada foi comprovada por meio de interceptação telefônica de uma conversa entre o presidente da Apeop, Emerson Gava, e o vice-presidente da associação, Fernando Afonso Gaissler Moreira, em que eles afirmariam que as empresas manteriam o preço acima do estipulado pelo primeiro edital, já que o segundo documento, com valor maior, já estaria pronto.
O outro desdobramento da operação, segundo o secretário, será buscar a extinção do núcleo jurídico da Associação Paranaense dos Empresários e Obras Públicas (Apeop). Delazari afirmou que existem informações de que a entidade mantinha um ''caixa paralelo'' para pagamento de propinas e para financiar campanhas políticas.
O advogado de Adada, Cláudio Dalledone Junior, disse, no final da tarde de ontem, que só iria se manifestar depois de analisar os autos.


