Transmissão de cargo no Palácio Iguaçu: Cida Borghetti assume o Governo do Paraná
Transmissão de cargo no Palácio Iguaçu: Cida Borghetti assume o Governo do Paraná | Foto: Ricardo Almeida/ANPr



A recém-empossada governadora do Paraná, Cida Borghetti (PP), disse nesta sexta-feira (6) que sua gestão à frente da chefia do Poder Executivo será de continuidade. Em discurso recheado de referências e agradecimentos ao antecessor, Beto Richa (PSDB), a pepista afirmou que pretende "prolongar o bom período" vivido pelo Estado.

"Estamos no meio de um trabalho, não no fim. Não existe meio governo. Existe uma população inteira que precisa de serviços de qualidade". Pré-candidata à reeleição, em outubro, ela deixou nítido que defenderá o "legado" dos últimos sete anos, o que inclui as polêmicas medidas do ajuste fiscal, tomadas em conjunto com a Assembleia Legislativa (AL).

"As medidas pensadas e implantadas a partir de 2015 por nosso governo deram ao Paraná as ferramentas necessárias para continuar avançando. O governador Beto Richa teve atitude de estadista ao colocar o futuro do Paraná acima de interesses pessoais e políticos. É preciso coragem e desprendimento para agir assim. É um gesto que ficará registrado na história", comentou.

Segundo ela, não se pode colocar a perder "tudo que conquistamos com dificuldade". "Penso que governar é muito mais que simplesmente cumprir compromissos. É também indicar o caminho que vamos seguir; caminho que faremos com respeito a princípios sólidos: diálogo permanente com a sociedade, prioridade para as pessoas, foco na gestão pública e exercício seguro da autoridade".

Cida assinou o termo de posse por volta das 10h15, no plenário da Assembleia Legislativa (AL), onde também prestou seu juramento. A cerimônia contou com uma apresentação da cantora Madalena Martins Alves, que assim como a governadora é natural de Maringá. Ela cantou para a pepista a música que leva o nome da cidade. Na sequência, Cida desceu a rampa do Parlamento e se dirigiu até o Palácio Iguaçu, que fica em frente.

Em defesa dos ajustes fiscais

Em seu último ato como governador do Paraná, na solenidade de transmissão do cargo para Cida, Beto Richa voltou a defender o ajuste fiscal que implementou ao longo dos últimos sete anos. Segundo ele, o Estado fez "o dever de casa", garantindo o equilíbrio de suas contas, conquista essa que "precisa ser preservada".

"Fizemos um ajuste que cortou R$ 2 bilhões por ano nas despesas e que continua diariamente, com a racionalização dos gastos e a revisão de despesas de custeio. Fizemos isso para que o Estado gastasse menos em si próprio e mais com os paranaenses" afirmou. Os cortes citados pelo tucano se deram mediante a adoção de medidas polêmicas, como reforma na previdência do funcionalismo, aumento de impostos e congelamento na data-base dos servidores.

"Na boca do caixa, herdamos uma dívida de R$ 4,5 bilhões, com contas atrasadas de água, luz e telefone. Só com o Pasep, o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público, a dívida era de R$ 1 bilhão. Tivemos que parcelar e parar essa dívida. Lembro isso para que os críticos de ocasião não se esqueçam do mal que fizeram ao nosso Estado, e para que os paranaenses não esqueçam os seus nomes", alfinetou.

Beto também aproveitou a ocasião para agradecer a base governista na Assembleia Legislativa (AL), responsável por garantir a aprovação dos ajustes. Dos 54 deputados estaduais, pelo menos 33 votaram a favor das medidas impopulares quando solicitados. "Muito obrigado a todos vocês. Estejam certos que as suas contribuições para o Paraná merecerão da população o reconhecimento justo pela postura responsável que tiveram".

O agora ex-governador deixou o cargo hoje, um dia antes do prazo final de desincompatibilização, para se colocar como pré-candidato ao Senado. "Saio para enfrentar um novo desafio, para que o Paraná tenha a oportunidade de levar a sua voz a outros níveis, para que o Paraná possa ser bem representado nacionalmente, para que o Paraná tenha mais apoio do governo federal".

(Atualizada às 14h20)

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