'Estamos abrindo uma porta com o PT', diz Osmar Dias
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quarta-feira, 11 de março de 2009
Fábio Cavazotti<br>Reportagem Local 
O senador Osmar Dias (PDT) deu esta semana mais um passo rumo a uma aliança com o PT nas eleições gerais de 2010. Nesta quarta-feira, em café da manhã com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, o senador obteve a sinalização de que poderá encabeçar uma chapa ao governo estadual com apoio do PT caso componha com o candidato do presidente Lula na disputa pela presidência da República. O movimento afasta Osmar da aliança que mantém com o PSDB no Paraná - em oposição ao governo Roberto Requião (PMDB). O próprio senador pedetista disse que a intenção do presidente Lula é repetir nos estados a estratégia nacional dos partidos aliados.
''Nós conversamos bastante e achamos que há espaço para avançar. Seria uma aliança forte'', afirmou Osmar Dias. A proposta de composição teria também a participação de outros partidos da base de apoio ao governo federal - entre eles PP, PSB, PR, PSC e PC do B. O deputado federal, Ricardo Barros (PP), é o nome mais cotado do grupo para disputar o Senado.
Apesar da aproximação com o PT, Osmar sustenta que a aliança formada com o PSDB nas eleições estaduais de 2006 não se desfez. Naquela oportunidade, ele recebeu o apoio do prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB). O senador retribuiu o gesto quando o tucano disputou a reeleição em 2008.
''Estamos abrindo uma porta com o PT, mas não posso considerar desfeita a aliança de 2008 porque ainda não sentamos para conversar. Eu costumo cumprir meus compromissos, mas casamento tem que ser dos dois lados'', disse. ''Se cada partido na aliança tiver seu candidato, complica.''
Apesar da possibilidade de disputar o Palácio Iguaçu contra o PSDB, Osmar nega eventual disputa com o seu irmão - o senador tucano e pré-candidato ao governo, Alvaro Dias. ''Eu não penso em outra hipótese a não ser ele no meu palanque me apoiando.''
A negativa de uma eventual disputa entre irmãos é a única concordância externada pelo próprio Alvaro sobre as eleições 2010. ''Pelo fato de sermos irmãos, há aí algo diferente e vamos evitar essa situação constrangedora'', afirmou o tucano. ''Agora, eu não acredito que ele vá apoiar a Dilma porque isso iria contrariar toda a nossa história política.''
Para Alvaro, porém, o nome de Osmar não é consenso numa eventual chapa PDT/PSDB. ''Eu defendo o pensamento do 'filósofo' Garrincha: nós temos que combinar com o povo. Quem estiver melhor nas pesquisas tem prioridade.'' Além de seu próprio nome, o senador admite que o prefeito de Curitiba disputa a indicação pela cabeça de chapa ao governo no ninho tucano.


