Belo Horizonte - A falta de crescimento econômico, os juros altos e os parcos investimentos em infra-estrutura têm incomodado os seis Estados economicamente mais fortes (SP, MG, RS, RJ, PR e SC). Por isso os seus secretários estaduais responsáveis pela promoção do desenvolvimento econômico se uniram para discutir e propor medidas ao governo visando melhorar a infra-estrutura.
Reunidos ontem em Belo Horizonte (MG), no terceiro encontro do grupo, eles anunciaram algumas idéias em estudo, como uma política interna de preços para o melhor aproveitamento do gás boliviano e o uso de parte dos recursos do serviço das dívidas dos Estados com a União para recuperar rodovias federais.
Embora sejam do PSDB e do PMDB os governadores dos seis Estados que representam cerca de 85% do PIB (Produto Interno Bruto) , os secretários afastaram a idéia de um movimento ''partidário e eleitoral'', mas teceram críticas. ''É um movimento em razão da urgência na geração de trabalho e renda no país. Evidentemente, isso importa em uma série de ações decorrentes do governo federal'', disse José Carlos de Souza Meirelles, de São Paulo. Meirelles disse que a idéia do movimento não é ''cobrar nada'' do governo federal, mas mostrar uma ''ação vigorosa e coordenada entre os Estados''.
Luiz Roberto Ponte, do Rio Grande do Sul, disse que todos os Estados vivem a angústia do crescimento econômico, prometido pelo governo para 2004. ''Todo o Brasil está nessa angústia, com essa interrogação, com essa dúvida'', disse, acrescentando: ''Oxalá isso aconteça''.

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