São Paulo A Reforma da Previdência reúne, a partir de hoje, na mesma mesa de negociação, servidores públicos, deputados da comissão especial, que analisa o mérito da proposta do governo, e o ministro da Previdência, Ricardo Berzoini. As informações são da Agência Brasil.
O encontro faz parte de uma série de audiências públicas, aprovadas na comissão especial, que têm como objetivo discutir o texto do Executivo antes da votação final pelos deputados da comissão, prevista para o final deste mês.
Hoje a reforma será debatida na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul e do Mato Grosso do Sul. No dia 14, as discussões serão realizadas no Rio de Janeiro e em São Paulo. Ainda restam dúvidas se a quinta audiência aprovada, que inicialmente seria na Bahia no dia 21, será mesmo realizada porque todos os debates devem ser realizados antes de o relator José Pimentel (PT/CE) apresentar seu parecer final para a comissão. Como a expectativa geral é de que o relatório será apresentado entre 16 e 18 de julho, talvez a audiência da Bahia não seja realizada.
As audiências foram aprovadas há três semanas, num cochilo da base aliada, que, de início, não gostou da proposta. Os deputados ligados ao governo temiam que as audiências atrasassem o cronograma inicial traçado pelo governo para a tramitação da reforma. Depois da derrota, o governo se articulou para que as reuniões fossem sempre realizadas às segundas ou sextas-feiras, o que garantiria que as reuniões ordinárias da comissão especial não fossem comprometidas.
A oposição defende as audiências com o argumento de que os servidores públicos nos estados não podem vir à Brasília para apresentar suas posições e, portanto, os representantes do Congresso Nacional precisariam ir onde o povo está. A base aliada, mais conformada, avalia que as audiências serão positivas porque vão servir para esclarecer as posições, em especial as emendas sugeridas.
Além das audiências nos Estados, os deputados vão receber representantes dos trabalhadores, dos magistrados e da Defensoria Pública para discutir a reforma. Na quarta-feira, é a vez da Social Democracia Sindical, da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e da Força Sindical. No dia seguinte, os deputados ouvem a posição da Coordenação Nacional das Entidades dos Servidores Públicos Federais (CNESF), da Associação dos Magistrados do Brasil (AMB) e da Defensoria Pública do Piauí.

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