Estados aprovam novas regras para pedágio
Emerson Cervi
De Curitiba
Governadores que adotaram programas estaduais de concessão de rodovias concordam com as propostas da União para reduzir as tarifas em licitações futuras. Eles analisaram ontem as mudanças propostas pelo governo federal. A avaliação é que o impasse entre governo Lerner e concessionárias paranaenses, em 1998, refletiu negativamente nos programas de outros Estados. Ao final da conferência, Jaime Lerner (PFL) disse que não há avanço nas negociações com as empresas para reduzir os reajustes das tarifas. Nos últimos dias só fiquei tratando dessa reunião, afirmou.
O governador Mário Covas disse que o programa paulista de concessão de rodovias está indo bem. No meu Estado nós assinamos e cumprimos contratos, alfinetou. São Paulo já concessionou 5,8 mil quilômetros de rodovias estaduais desde 1997. Só privatizamos os serviços em rodovias já duplicadas, com até três faixas em cada pista, e que receberam melhor infra-estrutura.
A tarifa média cobrada em São Paulo é de R$ 2,40 para cada 100 km. Isso representa R$ 0,024 por quilômetro, abaixo de R$ 0,03 considerado pelo ministro dos Transportes Eliseu Padilha como ideal. O valor ainda pode ser reduzido. Há quase um ano, uma comissão de usuários negocia com Estado e concessionárias.
O governador Olívio Dutra (foto)afirmou que o sistema de concessões antigo é inviável economicamente. Segundo ele, em Porto Alegre foram concessionados 2,5 mil quilômetros de estradas federais e estaduais. Desse total, apenas em 800 quilômetros há viabilidade econômica para a privatização dos serviços.





