Curitiba A economista Liana Carleial, diretora-presidente do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), apresentou na tarde de ontem um diagnóstico econômico e social do Estado para os participantes do Seminário de Governo. Ela fez uma análise histórica dos fatores que influenciaram o crescimento do Estado desde a década de 40.
O Ipardes revela que entre 1940 e 1970, a população paranaense saltou de 1,2 milhão de habitantes para 7 milhões. O grau de urbanização do Estado aumentou 45,28% desde a década de 70, passando de 36,14% em 1970 para 81,42% em 2000. Só que essa urbanização ocorreu de maneira desigual, causando um desequilíbrio.
Hoje, o destino migratório dentro do Paraná é Curitiba e Região Metropolitana. Liana Carleial apresentou também aos secretários os dados do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M), lembrando que trata-se de um índice limitado, que reflete apenas informações sobre educação, saúde e renda. ''Temos que desenvolver indicadores mais abrangentes que possam nortear as políticas públicas do Estado no futuro'', sugeriu.
Liana avalia que, apesar da imagem de desenvolvimento e modernidade difundida nos últimos anos, ''e criada principalmente por uma política de marketing, a situação do Paraná, no que se refere ao IDH é, até certo ponto, vergonhosa, se comparada aos estados vizinhos''. Ela disse que 33% da população vivem em municípios com IDH abaixo da média nacional.
Em relação ao mercado de trabalho no Paraná, a pesquisa mostra que o Estado vive um empobrecimento generalizado da população ocupada. Segundo Liana, o mercado de trabalho tem se mostrado capaz de absorver pessoas com maior escolaridade. ''Isso significa que os trabalhadores com menos de quatro anos de escolaridade são os que apresentam maior dificuldade de colocação e os que têm maior possibilidade de demissão'', explicou.(M.D.)

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