O secretário interino da Administração, Ricardo Smitjink, determinou ontem a criação de uma comissão de sindicância para apurar a autoria das mensagens eletrônicas de cunho político, que circularam por dois dias (sexta e segunda-feira passadas) na rede interna de computadores do governo do Estado. A comissão será formada por três pessoas, cujos nomes ainda não foram definidos.
Os funcionários públicos Edwaldo Miguel Costa Curta, que trabalha na governadoria do Estado, no Palácio Iguaçu; e Maria Dirce Botelho Marés de Souza, do setor de documentação do Ipardes, vão ser chamados para explicar porque usaram a rede para discutir suas preferências políticas. Os dois podem sofrer repreensão e advertência, além de perder o direito de acesso ao sistema de informática do Estado. A lei eleitoral proíbe o uso de equipamentos públicos para propaganda política.
Os dois desrespeitaram a resolução, assinada em outubro do ano passado, pela então secretária da Administração Maria Elisa Ferraz Paciornik, que proíbe o uso da rede para enviar mensagens ‘‘relativas a correntes, pirâmides e similares’’. A assessoria de imprensa da secretaria informou que a ‘‘investigação sumária’’ do caso estará concluída ‘‘o mais rápido possível’’.
Na sexta-feira, Costa Curta transmitiu uma mensagem eletrônica alertando os usuários do sistema sobre a possibilidade do candidato Ângelo Vanhoni (PT) transformar Curitiba num ‘‘caos’’. Ele fazia uma comparação com a administração da ex-prefeita de São Paulo Luiz Erundina (então no PT, hoje no PSB). Na segunda-feira, Maria Dirce respondeu ao colega, criticando sua ‘‘visão catastrófica’’.

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