Curitiba - O governo estadual encaminhou ontem à Assembléia Legislativa a proposta do Orçamento do Estado para 2002. Os deputados estaduais terão agora três meses para avaliar a proposta e fazer emendas ao Orçamento. Por lei, a Assembléia não pode encerrar os trabalhos deste ano antes de aprovar o Orçamento do ano que vem.
O Orçamento global deste ano foi estimado pela secretaria do Planejamento em R$ 15,95 bilhões, R$ 3 bilhões a mais do que no ano passado. O motivo é a previsão de aumento de receitas estimada pelo governo. ''Decidimos estimar a receita um pouco acima do que havíamos previsto no final de 2003, porque a economia do Estado apresentou sinais de crescimento consistentes'', explicou o secretário estadual de Planejamento, Reinhold Stephanes.
Segundo ele, a troca no comando da pasta do Planejamento não influenciou no Orçamento. A titular da pasta, Eleonora Fruet, se afastou do cargo após seu irmão Gustavo Fruet não ter sido indicado como candidato a prefeito de Curitiba em julho. ''Não houve mudanças no que já havia sido concebido para o Plano Plurianual. Em primeiro lugar, porque a proposta é fruto de uma idéia comum a todos os setores do governo. E segundo, porque a Eleonora deixou um trabalho muito bem estruturado, que não necessitou de ajustes significativos'', disse Stephanes.
O governo destacou ontem o investimento da Educação, que está acima do previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal. A proposta orçamentária prevê um investimento de R$ 2,33 bilhões na área, R$ 450 milhões a mais do que o previsto na legislação. A proposta orçamentária também prevê um investimento de R$ 1,8 bilhão em obras em diversas áreas, incluindo a dragagem e aumento do cais do porto de Paranaguá
Apesar da alta soma investida em obras, os investimentos na área de transportes caíram em relação ao ano passado. No começo de outubro, o governo anunciava investimentos da casa dos R$ 688 milhões para a secretaria dos Transportes, em uma época em que o governador Roberto Requião estava em pé de guerra com as concessionárias de pedágio. Segundo Stephanes, esse ano a secretaria irá contar com R$ 348 milhões.

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