Curitiba - O líder da base aliada na Assembleia Legislativa, deputado estadual Ademar Traiano (PSDB), afirmou ontem que o governo do Paraná estuda comprar um avião para uso do governador Beto Richa (PSDB). A afirmação chega um dia depois de o governo do Estado suspender o pregão presencial que definiria uma empresa para prestar serviço de aluguel de avião. O pregão presencial estava marcado para segunda-feira porque, desde sexta-feira da semana passada, o governador do Estado está sem transporte aéreo, devido ao término do contrato com a empresa Helisul Táxi Aéreo, que, de forma emergencial, ou seja, sem licitação, alugou dois aviões para o Estado durante três meses, por cerca de R$ 2 milhões.
Mas, embora Traiano tenha ventilado a possibilidade, o governo não confirma a informação. A assessoria de imprensa do Palácio das Araucárias informou apenas que o pregão presencial foi suspenso porque houve necessidade de revisar o edital de licitação, no que diz respeito ao tipo de contrato que será estabelecido entre a empresa vencedora e o governo do Estado. A assessoria não explica, contudo, quais itens poderiam ser modificados.
O líder da bancada aliada também disse que, neste período de transição, entre o fim do contrato com a Helisul Taxi Aéreo e a assinatura de um novo contrato, Beto Richa estaria utilizando aviões ''cedidos''. Traiano não quis dizer de quem são os aviões que estão sendo emprestados ao governador. Questionado se seria problemático aceitar usar avião de terceiros, Traiano respondeu que não existia tal impasse: ''Nada a ver''. Recentemente, para justificar o aluguel de um avião pela AL, o presidente da Casa, o também tucano Valdir Rossoni, chegou a dizer que até poderia emprestar aviões de terceiros, mas que não gostaria de ''dever favor'' a ninguém.
Já o Palácio das Araucárias não confirma a informação de que Beto Richa estaria utilizando aviões de terceiros. Desde sexta-feira até agora, ele não teria usado nenhum avião emprestado.

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