Estado não tem previsão para contratar policiais Emerson Cervi De Curitiba Não há previsão para a contratação de 1.230 policiais civis que fizeram concurso em 1997, o que pode dificultar o projeto de saneamento da polícia preparado pelo secretário da Segurança, Cândido Martins de Oliveira. A secretária de Administração, Maria Elisa Paciornick, disse ontem que, enquanto os gastos com a folha de pagamento do Estado continuarem acima do teto estabelecido pela Lei Camata – 60% das receitas líquidas – qualquer nova contratação seria ilegal. Hoje o governo gasta 70% de suas receitas com o funcionalismo. ‘‘Entre as prioridades definidas pelo governador está o remanejamento de policiais militares e de funcionários do Departamento Penitenciário, que estão em desvio de função’’, explicou a secretária. Segundo a direção do Sindicato das Categorias Policiais do Paraná (Sinclapol), há uma deficiência de mais de 3 mil policiais no Estado. Em 270 dos 399 municípios paranaenses não existe nenhum policial civil de carreira. O plano moralizador dos órgãos de segurança do Estado, encaminhado por Cândido Martins ao governador, no domingo, prevê aumento dos efetivos policiais. Jaime Lerner leu a proposta, em sua residência em Curitiba, informou ontem à Folha o chefe da Casa Civil, Tato Taborda. ‘‘Não conheço a proposta do secretário Cândido, mas a contratação nesse momento só pode acontecer se o governador determinar regime de urgência’’, reforçou a secretária de Administração. ‘‘Mas na Polícia Civil também existem funcionários em desvio de função, que deverão voltar às atividades para as quais foram contratados’’. Dos 3.040 policiais civis do Estado, cerca de 500 estão trabalhando em áreas administrativas. ‘‘Nossa prioridade é liberar policiais dessas funções e não fazer novas contratações’’, afirmou Maria Elisa. Para tentar minimizar os problemas gerados pela falta de funcionários, as prefeituras têm cedido funcionários para as delegacias. (Colaborou Leandro Donatti)

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