Estado mantém concurso da Paraná Previdência
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sexta-feira, 01 de novembro de 2002
Denise Angelo<br>Equipe da Folha 
Curitiba O governo do Estado manteve para hoje a realização da prova do concurso para preenchimento de 222 vagas na Paraná Previdência. O deputado estadual Irineu Colombo (PT) entrou com uma ação pedindo a suspensão do processo, alegando irregularidades na contratação da Universidade de Brasília, responsável pela elaboração do concurso. Mas a Justiça negou ontem o pedido de liminar que suspenderia a aplicação das provas. São cerca de nove mil inscritos para o concurso.
Na ação, o deputado também questiona os critérios estabelecidos no edital do concurso, que prevêem pontuação para funcionários que já trabalharam em empresas de previdência. Para Colombo, esse critério seria uma forma de garantir a aprovação da equipe que já trabalha hoje na autarquia. O deputado decidiu recorrer à 4Região do Tribunal Regional Federal (TRF), em Porto Alegre.
O secretário de Administração do Estado e diretor presidente da Paraná Previdência, Ricardo Smijtink, disse que existe uma série de instituições que já contrataram a UnB sem licitação, como os tribunais de Conta e Justiça. Segundo ele, outra instituição com condições de realizar o concurso é Fundação Getúlio Vargas (FGV). ''Mas o preço pedido pela FGV era duas vezes maior.''
Segundo Smijtink, o Estado vai pagar à UnB cerca de R$ 250 mil pela organização das provas. Pelo contrato, a UnB também tem direito a ficar com o valor pago pelas inscrições. Como são cargos variados, o valor da inscrição era diferente, mas em média, ficou na casa dos R$ 25,00. Em inscrições a Unb arrecadou algo em torno de R$ 240 mil.
Sobre os critérios de pontuação, o secretário disse que não significam privilégio. ''Não estou condicionando a pontuação à experiência na própria Paraná Previdência. Existe uma série de empresas atuando nesse setor e será considerada a experiência em qualquer uma delas.''


