Estado investiu R$ 566 milhões em Londrina
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sexta-feira, 11 de novembro de 2005
Cristiane Oya<br> Reportagem Local 
O governador Roberto Requião (PMDB) afirmou ontem ao discursar na cerimônia de lançamento da duplicação da rodovia Carlos João Strass (PR-545), na zona norte de Londrina que desde o início do seu governo, em janeiro de 2003, a cidade recebeu R$ 566 milhões em investimentos estaduais.
Durante a cerimônia, o governador ainda anunciou o recapeamento de 11 quilômetros da estrada da Warta (distrito na zona norte) e a destinação de R$ 10 milhões para a construção de dois viadutos, um no cruzamento das avenidas Leste-Oeste e Rio Branco (região central), e outro na PR-445 na continuidade da avenida Ayrton Senna (região sul); a duplicação da avenida Castelo Branco, com um viaduto sobre o Lago Igapó III (região oeste), e a ligação em duas pistas entre as avenidas Robert Koch e Alziro Zarur (região leste).
A duplicação da Carlos Strass irá custar R$ 11,2 milhões e compreende 4,2 quilômetros entre as avenidas Brasília e Saul Elkind. ''Representa a atenção e o respeito que o governo tem com esse bairro pobre e politizado da cidade de Londrina. É um contraponto a atual política do governo federal, que pretende não investir mais nada para fazer superávit primário. Estamos mostrando que não concordamos com a política econômica na prática'', afirmou Requião. A duplicação deverá ser concluída em um ano. ''É uma obra estratégica para o desenvolvimento de Londrina. A ligação com a região norte abre um novo campo para investimentos'', comemorou o prefeito Nedson Micheleti (PT).
Em seu discurso, Requião também demonstrou apoio ao projeto do Arco Norte, desenvolvido pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (IPPUL), presidido pelo peemedebista Luiz Figueira de Mello, que prevê a formação de um consórcio entre Londrina, Cambé, Ibiporã, Rolândia, Arapongas e Apucarana. ''É uma proposta bem estruturada, inteligente e que contará com todo o apoio do governo. É muito melhor do que a idéia anterior (região metropolitana)'', comparou. ''Tinha aquela história da região metropolitana. Imaginem se fossemos criar autarquias de região metropolitana em todo Paraná. Primeiro que a região metropolitana anula o prefeito, quem passa a mandar é o governador do Estado ou seu preposto e o povo não elege prefeito para ser anulado e depois, teríamos em 399 municípios, no mínimo, 100 regiões metropolitanas.''
Nedson disse estar confiante na aprovação de recursos para o Arco Norte no orçamento do Estado de 2006. ''Com certeza. Apresentamos ao governador, é um projeto consistente que pensa o futuro de Londrina, das seis cidades em um mesmo projeto de desenvolvimento integrado. Ele vai colocar o Ipardes, o Paraná Cidade para trabalhar na elaboração desse projeto. Foge daquela visão tradicional de região metropolitana. É um consórcio de cidades em cima de um projeto concreto, coerente, objetivo'', disse. ''Consiste, na prática, uma metropolização dessa região, planejando todo o seu projeto de desenvolvimento presente e futuro, em um esforço coletivo e articulado de uma forma que a gente propicie um desenvolvimento sustentável ambiental, econômico e social'', complementou Mello.


