Estado garante duplicação da PR-317 se houver projeto executivo, diz secretário
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sábado, 06 de julho de 2019
Reportagem local 
Se os representantes da sociedade civil organizada apresentarem o projeto executivo da duplicação da PR-317, no trecho entre Maringá e Iguaraçu (Noroeste), o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), vai autorizar a execução da obra. Foi a resposta do secretário de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, à reivindicação de uma comitiva de líderes empresariais e políticos da região de Maringá feita há um mês durante encontro em Curitiba.
A duplicação dos vinte quilômetros que separam Maringá de Iguaraçu é um “sonho antigo” de prefeitos, empresários e, principalmente, dos motoristas que trafegam pela rodovia. Levantamento indica que, por dia, mais de 15 mil veículos circulam pelo trecho. O estudo revela, ainda, um alto índice de acidentes, muitos com vítimas, no trajeto.
O segundo vice-presidente da Associação Comercial e Empresarial de Maringá (Acim), Mohamad Ali Awada Sobrinho, recorda que, capitaneado pela Acim, um grupo de empresários já investiu R$ 300 mil na elaboração do anteprojeto da obra. A estimativa é a de que, para concluir o projeto executivo, serão necessários mais de dois milhões de reais. A projeção do governo é a de que o custo final da duplicação fique em torno de R$ 200 milhões.
Para o primeiro vice-presidente da Associação dos Municípios do Setentrião Paranaense (Amusep), prefeito de Mandaguari (Região Metropolitana de Maringá), Romualdo Batista, que representou a entidade no encontro com o secretário Sandro Alex, a garantia do governo do Estado vai ser o “cartão de visita” para convencer os integrantes da sociedade civil organizada a se cotizarem, mais uma vez, para a confecção do projeto executivo. “Todos estamos conscientes da necessidade da duplicação e dos benefícios a serem colhidos com a viabilização da obra”, destaca.
Os prefeitos de Maringá, Ulisses Maia, e de Iguaraçu, Manoel Abrantes Neto, o Nelinho, também presentes na reunião em Curitiba, concordam. “Alguns empresários e diretores de cooperativas já demonstraram interesse em participar do rateio”, ressalta Maia. “Nosso principal argumento, para conquistar a adesão do empresariado, é salvar a vida das pessoas. Com a vantagem adicional de reduzir os prejuízos com o transporte da safra e dos produtos que saem e chegam à região”, acrescenta Nelinho.


