Estado clínico piorou após sessão de quimioterapia
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 06 de março de 2001
Das Agências De São Paulo 
A piora do estado clínico do governador Mário Covas ficou evidente no dia 22 de fevereiro, após uma sessão de quimioterapia, quando uma viagem foi interrompida por causa de uma trombose na perna, que não pôde ser tratada com medicamentos.
Antes disso, em novembro, ele havia sido submetido a uma cirurgia do câncer entre a neobexiga e o reto. Na primeira aparição pública após a cirurgia, Covas se emocionou e chorou ao falar da doença: Mas como posso reclamar disso se Deus me deu a vida? E quem ganha o principal não pode discutir o acessório.
A equipe médica que cuidava de Covas já havia informado anteontem que o paciente tinha perdido a consciência, não respondia mais aos estímulos e sofria períodos de convulsões. Os problemas surgiram no final da tarde de domingo. Desde então, de acordo com os médicos, o estado clínico do governador, já gravíssimo, era o pior desde a sua internação.
Covas, que sofria de câncer desde 1998, foi internado no Incor devido a uma infecção generalizada (sepse), que começou no abdômen e acarretou uma trombose na perna direita. Desde então, Covas apresentou várias outras complicações: pneumonia, edema agudo no pulmão, obstrução intestinal e arritmia.


