Estado anuncia rotas alternativas ao pedágio
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 31 de janeiro de 2007
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O Paraná contará com vias alternativas às rodovias pedagiadas em todo o interior do Estado. O anúncio foi feito ontem pelo governador Roberto Requião (PMDB) que assinou a licitação de obras das chamadas ''Estradas da Liberdade'' (promessa de campanha na reeleição do ano passado) nas regiões Oeste e Noroeste. Nas duas licitações assinadas na reunião semanal do secretariado, serão investidos R$ 11 milhões. ''Essas serão alternativas às pedagiadas. Já podemos usar essas vias atualmente. Mas isso não é de domínio público. A intenção agora é incentivar o trânsito sem pedágio'', disse Requião.
O governo pretende investir nos próximos quatro anos R$ 200 milhões no programa ''Estradas da Liberdade''. Apenas não está prevista a criação de uma via alternativa ao pedágio da BR-277 que liga Curitiba ao Litoral. De acordo com o secretário de Estado dos Transportes, Rogério Tizzot, foram estudadas algumas alternativas, mas nenhuma foi tecnicamente aprovada. Nem mesmo a Estrada da Graciosa teria condições de abarcar o fluxo de veículos pela BR-277 - até por conta do movimento de cargas pesadas para o Porto de Paranaguá. ''Não existe via alternativa'', confessou Tizzot.
O ''Estradas da Liberdade'' deverá ter até o final de 2010 pelo menos cinco grandes eixos rodoviários onde o motorista poderá trafegar sem a cobrança de pedágio. O primeiro eixo vai ligar Curitiba à região de Londrina via Estrada do Cerne. ''Essa rota seria uma alternativa para a rodovia do Café. Quando estiver concluída, vai evitar quatro praças de pedágio'', detalhou Tizzot.
A segunda rota faz a conexão do Sudoeste do Paraná com a região Metropolitana de Curitiba. São mais de 500 quilômetros de extensão que desviam de mais quatro praças de pedágio.
Para ligar as regiões Noroeste e Oeste sem o pagamento de pedágio, foi estabelecida uma rota entre Maringá, Cascavel e Foz do Iguaçu.
A quarta opção evita uma praça e faz a ligação entre Campo Mourão e Ponta Grossa através de Reserva e Cândido de Abreu.
O quinto eixo conecta as duas cidades por meio da rodovia entre Rolândia, Jaguapitã, Iguaraçu, Astorga e Atalaia, que viabilizará a viagem entre Paranavaí e Londrina sem a cobrança do pedágio.
Requião e Tizzot tambpem se posiconaram contra o pedágio federal no Paraná. Caso seja realizada a concorrência para concessão de rodovias federais que atravessam o Paraná (casos da BR-376 e da BR-116), Requião promete que o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) irá participar da licitação. ''Já demonstramos com clareza que o Paraná e o Brasil não precisam de pedágio. Já temos os pedágios, que são os impostos cobrados dos cidadãos, sem barreiras. Dá para recuperar com os tributos. Se licitarem o pedágio, nós vamos nos habilitar na concorrência para que o DER possa ser o dono dessas concessões'', afirmou Requião.
Tizzot disse que um estudo técnico e jurídico sobre o tema já está sendo realizado internamente pela Secretaria de Estado dos Transportes.


