Brasília - Garantir a estabilidade da economia brasileira. Foi está a justificativa dada pelo presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, para permanecer no posto. Antes disposto a deixar o governo para disputar as eleições de outubro, Meirelles informou sua decisão ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva na quinta-feira: ''Ficarei no Banco Central visando garantir estabilidade da economia brasileira em um ano cheio de desafios''.
Meirelles, que ocupa a presidência da autoridade monetária desde o início do governo Lula, em 2003, pleiteou uma vaga de vice na chapa da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), mas não encontrou apoio para a empreitada. ''Resolvi atender ao pedido do presidente Lula, no sentido de completar um trabalho de mais de sete anos''.
O preferido do PMDB para compor chapa com Dilma é o atual presidente da Câmara, Michel Temer. Meirelles desistiu também de concorrer ao governo de Goiás ou a uma cadeira no Senado. Ele se reuniu na terça-feira com Lula para definir seu futuro político, e afirmou que ouviu do presidente o pedido para que ficasse no BC. Desde então, foram dois dias de expectativa para o anúncio de sua decisão.
''Nunca tive ambições políticas. Considero a opção política com toda seriedade, como uma maneira, um caminho para fazer um trabalho de consolidação da estabilização da economia brasileira'', afirmou. De acordo com Meirelles, ele poderá ''colaborar mais'' ficando no BC. ''Importante é concluir a administração, de maneira que esteja ainda mais solidificado esse momento econômico.''

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