#Esse imposto é extorsão#, critica lojista londrinense
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terça-feira, 19 de março de 2002
Benê Bianchi Reportagem Local 
A CPMF é uma cobrança que já se incorporou ao dia a dia dos brasileiros, mas nem por isso deixa de ser duramente criticada, principalmente quando sua prorrogação está em discussão. Esse imposto é uma sobrecarga ao comerciante, é uma extorsão, classifica o presidente da Associação dos Lojistas do Shopping Catuaí, em Londrina, Eduardo Caram.
Para os lojistas, explica ele, a carga da CPMF é bastante sentida devido ao grande volume financeiro que movimenta e à rentabilidade baixa do setor. Caram esclarece que as margens de lucro do comércio estão reduzidas porque a concorrência é grande no mercado e a contribuição incide sobre o valor bruto que cai na conta bancária. Somos muito penalizados.
O empresário Valter Orsi também não concorda com a prorrogação da cobrança e argumenta que a grande decepção é ver que a contribuição, que nasceu provisória, se tornou permanente. Segundo ele, o reflexo da contribuição no caso específico da sua empresa a Indusfrio não é expressivo. Mas acaba sendo revoltante por se tratar de mais uma carga tributária e, ainda, se trata de bitributação, tem um efeito cascata, reclama.
Entre as pessoas ouvidas pela Folha, há uma exceção. O supermercadista e diretor, em Londrina, da Associação Paranaense dos Supermercados (Apras), Ademar Vedoatto, considera a contribuição benéfica para o país. Acho que é um imposto justo porque todos pagam. É diferente de outros impostos, que tem malandragem, sonegação, diz ele.
Vedoatto acrescenta que, caso a cobrança da CPMF fosse suspensa hoje, os consumidores não se beneficiariam. O valor não será retirado das mercadorias, pelo menos, de imediato. O preço dos produtos continuará o mesmo.


