Curitiba – Devido ao tamanho e repercussão da investigação da Operação Lava Jato, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, participou ontem, da coletiva de imprensa onde foram anunciadas as denúncias contra os envolvidos no escândalo do "Petrolão". Para ele, a complexidade dos fatos está mostrando a dimensão da investigação. "Essas pessoas (investigados) na verdade roubaram o orgulho dos brasileiros. Seguiremos, como sempre fizemos, de forma serena e equilibrada, mas de forma firme e contundente. Cada pessoa, pela disposição legal, tem responsabilidade pelo ato que praticou. Esta investigação chegará ao seu final", afirmou.
Tanto Janot quanto o procurador Deltan Dallagnol ressaltaram que as investigações vão prosseguir e avançar pelo início de 2015. "Não é um trabalho que se resolverá num tempo breve, pois outras fases se seguirão, vai demandar algum tempo para sua completa elucidação", disse Janot.
Dallagnol ainda justificou ser necessária manter a prisão preventiva de 11 executivos que permanecem na carceragem da Polícia Federal (PF), em Curitiba. No próximo domingo vai completar um mês que eles estão detidos. "As prisões neste caso são absolutamente imprescindíveis porque existem indicativos de que estas empresas não só corromperam a Petrobras, mas estão envolvidas em corrupção com outros órgãos públicos. O único jeito de estancar este esquema criminoso seria paralisar todos os contratos de administração municipal, estadual e federal, o que é inviável porque prejudicaria a população. A única saída é a prisão dos envolvidos para que este esquema não se perpetue. Também temos indicativos de que várias destas pessoas têm recursos no exterior o que é outro requisito para prisão preventiva; além de tudo isso em várias situações estas empresas apresentaram documentos falsos à Justiça", finalizou o procurador Deltan. (R.C.J.)

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