Os partidos de esquerda diferem da maioria dos demais pela organização constante, ao passo que as legendas campeãs de votos, geralmente com grande número de filiados, montam "estrutura de partido" apenas em períodos eleitorais. É umas das explicações para o avanço no número de integrantes nos partidos com origem comunista. Segundo o professor de Ética e Filosofia Política da Universidade Estadual de Londrina (UEL) Elve Cenci, o quadro geral dos filiados no Paraná reflete o resultado das disputas eleitorais e as consequentes acomodações políticas.
"Podemos citar PSOL, PSTU como partidos que mantêm hierarquia e fazem o trabalho de base nas comunidades, militância mesmo, para disseminar e debater a ideologia deles." Entretanto, como caso recente, o professor lembrou do PMDB, "que se tivesse organizado, não estaria discutindo ainda com quem vai se aliar nas próximas eleições".
Na perspectiva dos grandes partidos, é melhor ter poucas lideranças que se beneficiam do alto número de filiados. Cenci lembrou ainda dos interesses individuais que mantêm os eleitores filiados a uma legenda com votos e potencial para eleger vários representantes. "Se aproximam do partido e conseguem cargos no poder público quando trabalham para aqueles correligionários que vencem as eleições." (E.F.)

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