Segundo o Instituto de Estudos Sócio-Econômicos (Inesc), o máximo que a esquerda poderá almejar é uma expansão para até 115 cadeiras. A previsão dos seus partidos é de 150 deputados. O crescimento da bancada, se ocorrer, estará ligada à performance do PSB, que poderá sair dos atuais 14 deputados para uma bancada de 18 a 24 parlamentares. O PDT tende a renovar suas 23 vagas e o PT corre o risco de perder duas ou três das suas atuais 50 cadeiras. O estudo indica que o PC do B tanto pode ter a sua bancada reduzida de 10 para 6 deputados, quanto aumentá-la para até 13. Tudo dependerá do desempenho das coligações proporcionais.
O estudo revela que FHC, caso seja reeleito, continuará com as mesmas dificuldades para compor maiorias qualificadas para aprovar propostas de emenda constitucional, que requerem o apoio mínimo de 3/5 dos parlamentares para serem aprovadas.
A perspectiva de reprodução de um quadro de representação heterogêneo e fragmentado em pelo menos dez legendas numericamente importantes o obrigará a desgastantes negociações caso a caso. É esse fato que explica o crescente interesse do presidente na promoção da reforma política e na adoção de mecanismos de fidelidade partidária, que reduzirão o número de deputados envolvidos em acordos de votação e, em consequência, tornará mais racional e funcional o processo decisório do Poder Legislativo.
As previsões dizem que Luiz Inácio Lula da Silva (PT), terá dificuldades para governar caso consiga se eleger presidente. A bancada que o apóia incondicionalmente não controlará mais que um quinto dos votos da Câmara, o que o obrigaria à composições com os partidos que hoje apóiam o governo e fazem parte da aliança de FHC. (A.T.)

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