A Frente Nacional de Oposição será lançada hoje, em Brasília, no lugar do bloco de oposição na Câmara, formado pelo PT, PDT e PC do B, que acabou. O bloco tinha atuação restrita ao Parlamento. A Frente será mais ampla e abrigará também o PSB e os dissidentes do PMDB que dela queiram participar.
O ex-presidente Itamar Franco (PMDB) foi convidado a integrar a Frente. O bloco de oposição teve fim porque os dirigente dos partidos que o integravam concluíram que, separados, poderiam ganhar mais espaço. A partir de agora, a manifestação das oposições poderá ser feita por um representante de cada partido contrário ao governo. Com o bloco, somente um líder falava por todos os partidos. Às vezes, ocorriam ciúmes.
‘‘Foi um avanço a saída do bloco para a Frente de oposições’’, disse o deputado Sérgio Carneiro (PDT-BA). O líder do PT será o deputado Marcelo Déda (SE); o do PDT, o deputado Miro Teixeira (RJ), e o do PC do B, o deputado Haroldo Lima (BA). À frente, vão integrar-se o PSB e o PV. Haverá, no Congresso, a repetição da aliança que deverá se dar para a eleição presidencial de outubro.
Os oposicionistas não chegaram a ter cem votos na Câmara. Mesmo assim, sempre conseguiram mais de 140 votos durante a apreciação de temas polêmicos, como as reformas administrativa e da Previdência. É que a eles se somavam pouco mais de 20 deputados do PMDB, 20 do PPB, pouco mais de 5 do PSDB e 2 do PFL. O bloco de oposição foi formado em 5 de março de 1997.
O ex-prefeito de Porto Alegre Olívio Dutra, 56, será o candidato do PT, pela terceira vez, ao governo do Rio Grande do Sul. Ele venceu o também ex-prefeito da capital Tarso Genro na prévia do partido por 191 votos (diferença inferior a 1%). O resultado oficial foi divulgado na noite de anteontem, depois de uma polêmica sobre impugnações de votos.

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