Esquerda do PT muda postura e defende governo
PUBLICAÇÃO
domingo, 25 de janeiro de 2004
Agência Estado 
Rio - Mesmo com críticas aos rumos do governo, os pré-candidatos a prefeito das capitais que integram ou são apoiados pelos grupos de esquerda formadores de cerca de um terço do PT decidiram assumir, na campanha eleitoral de 2004, a defesa intransigente do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Encerrada a polêmica que cercou a expulsão da legenda dos parlamentares radicais, os petistas das correntes esquerdistas fazem uma pausa nas críticas e se preparam para enfrentar a primeira disputa em que o partido estará no governo federal. Com uma arma nova: um discurso radicalmente governista. ''Somos governo, vamos assumir que somos governo. Não há como fugir, não há como se esconder'', diz o líder do PT na Câmara, Nelson Pellegrino (BA), pré-candidato à prefeitura de Salvador (BA).
O parlamentar acha que a eleição de 2004 ''terá um certo caráter de terceiro turno'' de 2002. ''Vai haver uma discussão do governo Lula'', afirma ele, que se prepara para enfrentar o PFL do senador Antonio Carlos Magalhães (BA). Os pefelistas, avalia, vão querer ''nacionalizar'' a disputa.
Outro esquerdista independente, o prefeito do Recife, João Paulo, candidato à reeleição, também diz que defenderá Lula na campanha, numa posição que, acredita, é de todo o PT nacional. ''Lula se tornou a maior liderança popular do mundo'', afirma ele.


