São Paulo O deputado Chico Alencar (PT-RJ), um dos participantes da reunião do Diretório Nacional do PT realizada final de semana em São Paulo, comemorou a inclusão, no texto da resolução, de emendas que agradam a ala mais radical do partido. ''A aprovação à atual política econômica e as medidas estão mantidas'', disse ele. ''Mas a abertura para propostas alternativas e a idéia de que esta é uma política de transição para um novo modelo foi reforçada com as nossas emendas'', acrescentou.
Segundo o deputado, prevaleceu a avaliação de que a política econômica adotada pelo governo é ''a possível, a viável para o giro do transatlântico, mas a nossa avaliação é de que esse continuísmo possa ter consequências graves''. Alencar afirmou ainda que a ala mais à esquerda do partido conseguiu ressaltar, através de emendas, que nas reformas que serão conduzidas pelo governo, ''principalmente a da Previdência, se terá como ênfase, mais do que o ajuste fiscal, a proteção social''.
Na avaliação feita por Alencar da reunião, ''o partido agiu bem como partido democrático''. Disse que a ala majoritária do partido demonstrou disposição em acolher as emendas feitas pela ala minoritária e em buscar o consenso.
Questionado sobre possíveis punições a parlamentares que tem discordado mais frontalmente da política do governo, Alencar ressaltou que no encontro do PT ''não foi mencionada a palavra puniçãouma única vez''. ''A reunião foi muito produtiva, muito respeitosa, do ponto de vista das visões diferenciadas'', acrescentou Chico Alencar.
Diante da insistência dos repórteres sobre a questão da punição, o deputado disse que casos de deputados que votarem contra as determinações do partido ''terão de ser avaliados de acordo com o momento''.

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