A discussão do projeto de lei 172/2012, de autoria do vereador Roberto Fú (PDT), que aumenta de 2% para 4% o Imposto Sobre Serviços (ISS) para estabelecimentos particulares de ensino de Londrina, gerou um debate acalorado na sessão da Câmara de ontem. O autor lembrou que a redução da alíquota foi votada às pressas (em dois dias entre o protocolo e a aprovação em segunda discussão), em sessão extraordinária três dias antes do Natal de 2006. O texto também veio em forma de ''cavalo de Tróia'', em um projeto sem qualquer relação com o tema.
A Secretaria de Fazenda é contrária ao aumento. Seu principal argumento é ''guerra fiscal'' entre os municípios, já que a maioria pratica alíquota de 2%. Se aumentar, as faculdades e colégios particulares deixariam Londrina. Este também foi o argumento utilizado por alguns vereadores na sessão de ontem. Elza Correia (PMDB), líder do prefeito Alexandre Kireeff (PSD) na Câmara, afirmou que em princípio votaria contra o projeto de Fú. ''Não é porque sou líder do governo, mas é uma discussão complexa'', afirmou.
Fábio Testa (MD), mais conhecido como professor Fabinho, que leciona em escola particular, também defendeu a manutenção do ISS em 2%. Seu principal argumento é que ''4% destoaria demais do praticado em outras cidades''. Ele ainda frisa que um dos grandes grupos, com alcance internacional, teria potencial sim para deixar Londrina.
Fú retirou o projeto de pauta por tempo indeterminado e afirmou que não irá desistir da proposta, porque terá o apoio da União Nacional de Estudantes (UNE). Ele também cobrou coerência dos colegas. ''Muitos vereadores defendem cotidianamente a legalidade dos projetos, mas, diante de um absurdo como foi a aprovação deste projeto em 2006, agem como se tudo estivesse certo.''

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