A dez dias da eleição para a mesa diretora da Câmara de Vereadores de Londrina, os dois grupos concorrentes cantam vitória. Tanto o atual presidente Adalberto Pereira da Silva (PFL) como Renato Araújo (PPB) acreditam que faturam a vaga. ‘‘Nosso grupo tem um pacto e cada um dos onze vereadores do bloco assumiu o compromisso de votar no candidato, que sou eu’’, garante Araújo, que é líder do prefeito Antonio Belinati (PDT) na Câmara.
Adalberto também diz estar convicto de que será o presidente. ‘‘Estamos batalhando por um do lado de lᒒ, diz. Como o Legislativo tem 21 vereadores, para a vitória do presidente são necessários onze votos. O bloco do prefeito tem onze e o da ‘oposição’ dez.
Tercílio Turini (PSDB), do bloco de Adalberto, também manifestou disposição de concorrer. O grupo admite que a presidência pode ficar com aquele que conseguir uma ‘ovelha desgarrada’ do outro grupo - algum vereador do PDT. É que ontem, Araújo adiantou à Folha que os cargos da mesa diretora em seu grupo estão fechados, com exceção da vice-presidência, que ficará com um dos três vereadores pedetistas. Pode ser a brecha que o grupo dos dez precisa para obter um novo aliado.
Segundo Araújo, Flávio Vedoato (PTB) será o primeiro secretário; Luiz Carlos Tamarozzi (PL) o segundo e Valdemir de Araújo (PMN), o terceiro. Ele não acredita em racha, apesar da indefinição do nome do PDT, que pode ser Jorge Scaff, Jaci Aguiar ou Orlando Soares Proença, o Bonilha. ‘‘Estamos coesos’’.
‘‘O grupo do prefeito parece fechado, mas existem divergências internas e trabalhamos com elas’’, diz Salvador Francisco (PSDB). A cobiça pelo cargo de presidente é grande, principalmente porque ele poderá assumir várias vezes a prefeitura toda vez que Belinati se ausentar do cargo, já que o vice-prefeito Alex Canziani (PTB) deve ser candidato a deputado federal.

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