Esquema poderia atingir 58 auditores
O Ministério Público suspeita que 58 auditores fiscais da Receita Estadual de Londrina poderiam estar envolvidos na organização criminosa, número que representa 43% do quadro atual do órgão, que é de 135 fiscais tributários.
Em razão disso, na peça anexa à denúncia, os promotores requerem à juíza que determine a abertura de inquérito policial para investigar relatório da Auditoria do Ministério Público e "esclarecer eventual atuação criminosa de todos os 58 auditores ali referidos bem como os possíveis fatos de corrupção envolvendo as centenas de empresas mencionadas".
Os promotores suspeitam que os fatos narrados na denúncia 68 fatos criminosos "podem consistir em pequena amostra do verdadeiro grupo componente da organização criminosa", ou seja, a Operação Publicanos conseguiu "evidenciar tão-somente uma parcela ínfima de delitos praticados pela organização".
Também consta da cota que é necessário investigar várias outras situações, incluindo possível lavagem de dinheiro dos envolvidos e casos específicos de empresas de fachada supostamente abertas por auditores fiscais.
Os promotores também pedem a investigação de que o esquema de cobrança de propina tenha chegado ao polo moveleiro de Arapongas (Região Metropolitana de Londrina), uma vez que há "indícios já coletados de que havia um segmento da organização criminosa atuando diretamente sobre empresários daquela cidade". (L.C.)





