Curitiba - Agora correrá separado o inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, aberto para apurar o envolvimento do prefeito de Londrina, Barbosa Neto (PDT), e do deputado federal Hidekazu Takayama (PSC/PR) no suposto ''esquema gafanhoto''. Ou seja, Takayama continua sendo investigado na esfera federal, em função do cargo que ocupa, e o pedetista agora será investigado numa instância inferior, que pode ser o Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) ou o Tribunal Regional Federal da 4 Região (TFR-4).
A mudança no inquérito ocorre porque Barbosa trocou o cargo de deputado federal para o de prefeito de município. A decisão, de ontem, é do ministro Dias Toffoli, que passou a ser o relator do caso em substituição ao ministro Menezes Direito, falecido em setembro. O desmembramento do inquérito foi solicitado em maio último pela Procuradoria Geral da República, mas só agora foi analisado.
O advogado de Barbosa, Antônio Carlos Mendes, ainda desconhecia, ontem, a decisão. Ele antecipou, contudo, que considera natural a separação do inquérito devido aos diferentes foros por prerrogativa de função. Em entrevista à Reportagem, Mendes lembrou que Barbosa, até agora, ainda não foi ouvido nas investigações. O advogado teve acesso a parte das investigações.
O ''esquema gafanhoto'', de acordo com o Ministério Público Federal (MPF), se refere a agentes públicos que teriam se beneficiado com parte das remunerações de funcionários públicos ''fantasmas'' da Assembleia Legislativa do Paraná. Barbosa e Takayama teriam se envolvido no suposto ''esquema gafanhoto'' quando eles atuavam em mandatos de deputados estaduais. Mais de 60 políticos e cerca de 450 servidores públicos são citados na investigação, aberta em 12 de maio de 2005 pelo MPF. Barbosa foi citado na investigação em fevereiro de 2007, quando ocupava o cargo de deputado federal, daí o inquérito no STF.

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