'Espero que o fornecimento não seja interrompido'
De acordo com a presidente da CAE, Andreliane Godoy, o Conselho não concorda com a idéia de um edital às pressas em formato de tomada de preços, sem que se prepare uma licitação que contemple melhorias. ''Desejamos que seja feita a prorrogação do atual contrato - de quatro a seis meses -, para que a nova gestão que irá assumir possa avaliar e mudar as falhas que apontamos no edital anterior.''
Ela ainda salientou que ''não houve prazo suficiente para que as empresas fizessem visitas técnicas às escolas. O Conselho também não teve tempo de analisar e discutir as questões jurídicas'', afirmou.
Segundo Andreliane, a abertura do edital não foi informada ao Conselho.''Na última reunião extraordinária, na primeira quinzena de setembro, não fomos notificados sobre a possível abertura do edital. Ficamos sabendo por acaso e, imediatamente, convocamos uma reunião com as secretarias de Educação e Gestão Pública. O que nos preocupa é o tempo curto, já que a empresa que vencer terá 15 dias para tomar conta de tudo.''
A secretária de Educação, Carmem Sposti, diz que sua preocupação é na descontinuidade do serviço. ''Seria melhor que a empresa aceitasse a prorrogação do atual contrato. Mas, neste momento, não me importa quem vai assumir a prestação de serviços. Independente de como for o processo, espero que o fornecimento de merendas não seja interrompido.'' Questionada sobre o eventual prejuízo com a mudança de empresa num prazo tão curto, a secretária comentou:''Sempre há prejuízo em qualquer tipo de negociação que envolva uma nova empresa''.





