Especialista apóia iniciativa
RIO - A criação dos fundos de previdência de estados e municípios é cercada de vantagens e desvantagens para o funcionalismo e para o Estado. No entanto, todos os especialistas em previdência e governantes estão otimistas com as soluções empregadas pelos estados. A criação dos fundos é uma solução brilhante: o governo melhora sua dotação financeira e o funcionário melhora sua aposentadoria, afirmou o diretor de projetos especiais para fundos de previdência do Banco Icatu, Ricardo Weiss.
O Icatu liderou um dos consórcios que participou da licitação de montagem do fundo previdênciário do Estado de São Paulo. Segundo Weiss, para os estados é vantajoso a criação dos fundos porque, com ele, a futura folha de inativos deixa de ser um encargo. Além disso, o economista destacou que atualmente qualquer aumento para os funcionários ativos tem de ser dado aos inativos.
Ricardo Weiss lembrou que com a atual falência de muitos estados, os fundos garantirão o pagamento da aposentadoria do funcionalismo. É verdade que as pessoas terão de contribuir para estes fundos, assim abdicando de um direito adquirido. No entanto, segundo Weiss, os funcionários estão trocando uma certeza duvidosa, por uma contribuição e um certo mais condizente.
O executivo lembrou que também é fundamental que se leve em conta a enorme poupança doméstica gerada a partir da criação dos fundos. A poupança interna foi o principal pilar de desenvolvimento dos estados unidos e dos tigres asiáticos. Weiss explicou que atualmente os recursos movimentados pelos fundos de pensão representam 10% do Produto Interno Bruto (PIB) - R$ 753,823 bilhões. Até 2010, segundo ele, numa previsão que não seja muito ambiciosa, estes fundos serão responsáveis por negócios no valor de 25% do PIB. Atualmente, existem 2.200 participantes nos fundos de pensão.





