Brasília - O saldo final do ''esforço concentrado de votações'' pretendido pelo Congresso nesta semana se mostrou um fiasco. As prioridades dos senadores governistas eram a reforma do Judiciário, a Lei de Informática e a PPP, mas nenhum desses projetos reuniu acordo para votação. Deputados e senadores só conseguiram votar três medidas provisórias (MPs). ''Espero que, com a chegada da primavera, o mês de setembro incorpore um clima mais ameno e as pessoas entendam que é fundamental votar matérias importantes para o Brasil melhorar'', disse o presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP).
O deputado se referiu ao acirramento das divergências entre governistas e oposição, a desencontros entre os partidos da própria base aliada ao Palácio do Planalto e ao baixo quórum que, juntos, inviabilizaram as principais votações. Desde o recesso de julho, o Congresso procura promover semanas de ''esforço concentrado'' como forma de votar projetos de interesse do governo. Isso se dá porque tradicionalmente ocorre um recesso branco no Legislativo nos meses que antecedem as eleições.
O Senado aprovou as duas medidas provisórias (MPs) que estavam bloqueando a pauta de votações. Acordo de líderes garantiu a aprovação da MP que destina R$ 32 milhões em créditos extraordinários ao Ministério da Integração Nacional. Os recursos, já liberados pelo governo, serviram para o atendimento às populações vítimas de estiagem em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso do Sul. Foi aprovado também projeto de lei de conversão proveniente da MP que libera auxílio emergencial financeiro para atendimento à população atingida por desastres, residentes nos municípios em estado de calamidade pública ou situação de emergência.

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