O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou ontem à CPI da Petrobras que a escuta na cela do doleiro Alberto Youssef, na carceragem da Polícia Federal em Curitiba, foi um "ato gravíssimo" caso seja comprovada sua ilegalidade, mas que ele não controla inquéritos nem induz investigações. Questionado pelo relator da CPI, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), sobre a escuta encontrada na cela de Youssef em abril do ano passado, Cardozo afirmou que o caso está sob investigação da corregedoria da PF em Brasília desde maio deste ano e condenou o episódio, dizendo que "não vivemos mais em uma ditadura". "Se ficar provado que existem escutas ilegais, isto é um ato gravíssimo."
Há duas semanas, a CPI ouviu dois policiais federais que afirmaram que a escuta foi ilegal, contrariando uma primeira sindicância interna feita pela PF que concluiu que a escuta estava inativa. Por isso, os parlamentares convocaram Cardozo e também delegados que atuam na Lava Jato - estes ainda não foram ouvidos. A Polícia Federal vê o movimento da CPI como uma tentativa de anular a Operação Lava Jato, já que as investigações começam a mirar parlamentares.

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