Escritórios regionais de Beto saem da pauta
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quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
José Lazaro Jr. <br>Reportagem Local 
Curitiba - A base do governo Beto Richa (PSDB) tirou de votação ontem, na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, a criação de 23 escritórios regionais da administração na capital e pelo interior. A iniciativa criaria 93 novos cargos em comissão no Estado, com custo estimado de R$ 5,55 milhões por ano. ''Os deputados estaduais acharam melhor deixar esse assunto para ser debatido depois, em 2013'', esclareceu o líder de Beto na AL, Ademar Traiano (PSDB). Sobre a acusação das vagas serem ''cabides de emprego'' para aliados políticos, o tucano negou. ''São cargos para técnicos'', defendeu Traiano.
A matéria havia chegado na Assembleia na tarde de segunda-feira, quando começou a tramitar, e seria votada integralmente ontem se não fosse retirada de pauta. Pela manhã, o governo ainda aumentou de 22 para 23 o número dos escritórios a serem criados e os membros da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) deram parecer favorável ao projeto. ''Como o governo quer criar cargos sem dizer qual a função dessas pessoas, sem que saibamos qual o sentido de mais esses cargos comissionados no Paraná, que já está no limite da Lei de Responsabilidade Fiscal considerando os gastos com funcionalismo?'', protestou o líder da Oposição, Tadeu Veneri (PT), na AL.
Apesar desse recuo, passou em plenário a criação de outros cargos comissionados. Doze serão acomodados na Casa Civil do governo Beto Richa, onde constituirão a Assessoria Especial para a Juventude (AEJ), destinada a elaborar políticas públicas para essa faixa etária da população. Com custo anual de R$ 605 mil para os cofres do Paraná, essa nova divisão do governo retira atribuições da Secretaria de Estado da Família, da primeira-dama Fernanda Richa, que as havia herdado do governo anterior, quando a pasta se chamava Secretaria de Estado da Criança e Juventude. Família também perdeu recursos em 2013, quando o orçamento da secretaria será de R$ 311 milhões, R$ 56 mi a menos que neste ano.
Quatro novas vagas para comissionados também foram abertas na Secretaria de Estado do Planejamento, por R$ 33 mil ao ano. Somente no último mês, 274 vagas comissionadas e funções gratificadas foram criadas pelo governo do Paraná, ampliando em R$ 14 milhões as despesas com o funcionalismo estadual. Em outubro deste ano, conforme o último boletim disponibilizado pela Secretaria de Estado da Administração e Previdência, 2.508 pessoas trabalhavam na administração sem terem sido admitidas por concurso público.


