O comitê do deputado federal José Janene (PPB), de Londrina, está mais lotado a cada dia. Ele calcula atender mais de 300 pessoas por semana, com os mais variados problemas: desde a falta de um documento até o pedido de auxílio para tratamento de saúde e assistência social.
Além do atendimento ‘vip’, o comitê do deputado, que também é presidente estadual do PPB, tem duas kombis à disposição que, segundo ele, circulam de 18 a 20 horas por dia para prestar assistência a pessoas necessitadas.
‘‘Não dá para resolver o problema de todo mundo, mas às vezes só pelo fato de o deputado ouvir e poder esclarecer a pessoa já se considera tranquila. É um lugar onde a pessoa pode desabafar’’, diz o deputado.
Sua equipe reúne 11 pessoas, entre elas a esposa, Fernanda, o ‘braço direito’ do deputado, que fica em tempo integral no escritório e encaminha as reivindicações. ‘‘Daqui para a frente a frequência só tende a aumentar e em setembro do ano que vem o número de pessoas atendidas pelo comitê deverá dobrar’’, prevê o deputado, que está em seu primeiro mandato.
Segundo ele, as visitas ao interior nunca pararam desde que ele foi eleito. ‘‘Eu viajo uns mil quilômetros por semana, tento participar de todas as reuniões de associações microrregionais e procuro marcar presença sempre’’. Janene tem ainda a TV como aliada. Ele mantém programa na CNT - ‘‘Fala, Janene’’ - desde 94.
‘‘Estou em plena campanha’’. Quem assume é o deputado federal Moacir Micheletto (PMDB), de Assis Chateaubriand, que entrou na vaga de Homero Oguido, falecido em fevereiro deste ano. É a segunda vez que Micheletto fica na suplência. Para tentar reverter o quadro e garantir logo sua cadeira ‘cativa’ na Câmara o ano que vem, ele diz estar discutindo os projetos agrícolas - sua especialidade, já que ele é engenheiro agrônomo e produtor rural - com lideranças de todo o Estado.
‘‘Estou encontrando muita receptividade, principalmente porque falta representatividade ao setor, que entendeu que eu não posso mais ficar na expectativa da suplência’’, argumenta.
Micheletto acredita que desta vez não ficará na ‘‘berlinda’’. ‘‘Estou defendendo o interesse da agricultura do Paraná e do Brasil’’, propagandeia. Ele diz que o apoio à sua candidatura através de cooperativas, sindicatos e do meio rural é desprovido de qualquer acordo. ‘‘Tenho visitado os municípios a convite de lideranças, chamado por entidades para dar palestras sobre reformas, securitização da dívida, política agrícola’’. O deputado diz estar num ritmo intenso de trabalho, com viagens de quinta à noite até segunda à tarde.
‘‘Como sou mais técnico que político, minha ferramenta de trabalho são as reuniões’’. Ele é membro da comissão de agricultura da Câmara e preside a subcomissão de política agropecuária. O deputado diz que para ter tranquilidade, terá de fazer 50 mil votos. ‘‘Vai ser disputadíssimo’’, reconhece. Sua grande meta é aprovar um projeto de lei que prevê mudanças na legislação trabalhista do campo. (P.Z.)

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