Escolha do novo comando custará cerca de R$ 1 mi
A eleição que renovará o diretório nacional petista custará R$ 1 milhão ao partido. O valor não inclui todas as despesas com o processo nos diretórios estaduais e municipais. Além dos seis candidatos ao comando nacional do PT, há 105 que disputam hoje as presidências estaduais da sigla e 5 mil que concorrem às seções municipais.
''O orçamento para a eleição direta está previsto na nossa receita, composta basicamente pelas contribuições dos filiados'', afirma Sílvio Pereira, secretário de Organização do PT. O ministro Fernando Neves, do TSE, visitará hoje a sede do PT, em São Paulo, para conhecer o sistema de votação paralela que o partido propôs no ano passado ao tribunal. Não foi atendido, mas agora vai executá-lo.
''Uma urna escolhida aleatoriamente será clonada e ficará exposta no diretório nacional'', conta Moacir Casagrande, coordenador da eleição eletrônica. ''Nosso objetivo é mostrar que o programa não desvia votos.'' Casagrande garante que erros de digitação de números de candidatos em Campo Grande (MS) e Curitiba (PR) foram corrigidos. ''Não houve má-fé.''
Ao elogiar a eleição direta, o senador Eduardo Suplicy pediu à direção do PT o mesmo empenho para divulgar a prévia que indicará o candidato à Presidência da República. ''Minha candidatura é uma contribuição ao PT e a realização de debates públicos entre nós seria muito positiva'', diz o senador, que insiste na candidatura mesmo sabendo que a tendência é a escolha de Luiz Inácio Lula da Silva que deverá tentar a presidência pela quarta vez consecutiva.





