Escolha de nora de Justus foi política
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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Marcela Rocha Mendes<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A escolha de Aline Albano - nora do presidente da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, Nelson Justus (DEM) - para ocupar um cargo de confiança na Secretaria de Estado da Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul partiu de uma indicação política. Segundo o secretário da Pasta, Ricardo Barros, esse é o processo natural na definição de uma equipe de governo. No entanto, Barros argumenta que a jovem foi nomeada por critérios técnicos.
''Ela é muito qualificada e tem se mostrado bastante competente nos trabalhos'', afirmou. Embora nunca tenha atuado no serviço público, Barros justifica que a experiência dela no exterior era mais relevante para ocupar o cargo de coordenadora de assuntos internacionais.
Questionado sobre uma repercussão negativa em razão da nomeação de um parente de aliado político do governador, o secretário disse que ''faz parte do processo''. ''Eu não a trocaria por outra menos competente por causa dessa ligação familiar''.
Não é a primeira vez que o governo Beto Richa (PSDB) se envolve em nomeações polêmicas. Ezequias Moreira Rodrigues - que recebia os salários relativos a um cargo ocupado pela sogra na AL, embora ela nunca tenha trabalhado na função - foi indicado pelo governador para ocupar uma diretoria da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar). Na diretoria de relações institucionais e comunitárias da Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar) foi nomeado o advogado Nelson Cordeiro Justus, filho de Nelson Justus. Outro filho de aliado político que ocupará uma diretoria na Sanepar é o ex-deputado estadual Antonio Carlos Salles Belinati (PP), filho do deputado estadual e ex-prefeito de Londrina Antonio Casemiro Belinati (PP).


