Escolha de ministro pode atrasar
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segunda-feira, 19 de novembro de 2012
Folhapress 
São Paulo - A agenda do Congresso pode atrasar a escolha da presidente Dilma Rousseff para a vaga de Carlos Ayres Britto no Supremo Tribunal Federal (STF).
O ministro Luis Inácio Adams (Advocacia-Geral da União) disse na sexta-feira que, apesar da presidente ser ''ágil'' em suas indicações, desta vez, terá que avaliar a viabilidade de lançar o nome que depende de aprovação em sabatina e votação no plenário do Senado. Adams afirma que a escolha pode ficar para depois, pois o Congresso tem uma pauta tumultuada com votações de medidas provisórias importantes e o orçamento.
A aposentadoria de Ayres Britto foi publicada sexta-feira no Diário Oficial da União. Ele se aposentou compulsoriamente porque completa 70 anos no domingo. Vice-presidente do tribunal, o ministro Joaquim Barbosa, relator do mensalão, assume o posto interinamente até quinta-feira, quando toma posse.
''Normalmente ela procura ser ágil para (indicar) o substituto. Mas não sei se o Congresso terá tempo. É uma questão também complexa pela pauta legislativa'', disse Adams, antes de entregar uma placa a Ayres Britto em homenagem por sua passagem na corte.
O ministro negou que esteja entre os cotados para o posto ou ainda para a Casa Civil. Segundo integrantes do governo, Dilma admite nomear Adams para a Casa Civil, caso a titular, Gleisi Hoffmann, volte para o Senado. Ela é cotada para disputar o governo do Paraná, em 2014. ''A ministra está bem onde ela está e eu estou bem onde estou'', afirmou. ''Isso é pura especulação'',completou.
O ministro desconversa sobre as indicações para o Supremo. A reportagem apurou que ele teria apresentado dois nomes à presidente: o promotor Paulo Modesto e o tributarista Heleno Torres, ambos com atuação no Nordeste, como Ayres Britto. A questão regional, no entanto, não estaria sendo uma das exigências para o cargo. Há ainda outros cotados como o advogado gaúcho Humberto Bergmann Ávila.


