A escolha de Curitiba como local para o último comício antes das eleições de 4 de outubro foi uma ‘‘homenagem’’ do presidente Fernando Henrique Cardoso ao coordenador político de sua campanha, o paranaense Euclides Scalco. ‘‘O Paraná foi um caso de negociação política muito bem feita pelo Scalco e o presidente quis premiá-lo’’, afirmou um assessor da campanha.
Scalco e o próprio Fernando Henrique Cardoso evitaram uma disputa acirrada entre o atual governador Jaime Lerner, do PFL, e o ex-governador Álvaro Dias, do PSDB, convencendo Álvaro a sair candidato ao Senado. Em comício realizado em Maringá, Álvaro - que recebe votos tanto dos partidários de Lerner, quanto do principal adversário, o peemedebista Roberto Requião - negou-se a subir no palanque de Lerner. ‘‘Eu sou independente’’, justificou-se.
Mas, longe do público e ao lado de Fernando Henrique, os dois se encontraram e usaram o mesmo lugar para gravar a participação do presidente para os programas do horário eleitoral. ‘‘Eles estiveram próximos’’, garantiu um assessor de FHC que está tentando convencer Álvaro Dias a subir no palanque no comício em Curitiba que será realizado na Boca Maldita.
O comício final da campanha da reeleição do presidente Fernando Henrique Cardoso está marcado para quarta-feira, às 17 horas, na Boca Maldita. O showmício do governador Jaime Lerner, que ocorreria ontem, no Bairro Sítio Cercado, com a dupla sertaneja Chitãozinho e Xororó, foi adiado por causa da chuva.

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