Escolha de caças será estratégica, diz Lula
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 09 de março de 2010
Folhapress 
Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que a decisão sobre a compra de 36 aviões-caça pelo governo brasileiro ainda não foi tomada por causa da importância que a escolha terá sobre a capacidade de defesa e sobre o desenvolvimento tecnológico e industrial do Brasil.
''Temos que ser muito cautelosos. A FAB (Força Aérea Brasileira) já fez sua análise e pré-selecionou três modelos que atendem às suas necessidades técnicas. Agora é a hora de o governo fazer a análise estratégica, política e econômica para apontar qual proposta trará mais benefícios para a sociedade'', disse Lula na coluna semanal ''O Presidente responde''. Segundo ele, a escolha vai ser feita após ''concluída a análise do Ministério de Defesa, de ouvir o Conselho de Defesa Nacional e considerando as diretrizes da Estratégia Nacional de Defesa''.
Disputam a preferência brasileira propostas da empresa americana Boeing (pelos F-18 Super Hornet), da francesa Dassault (Rafale) e da sueca Saab (Gripen NG). Segundo reportagem da ''Folha de S. Paulo'', Lula e o ministro Nelson Jobim (Defesa) bateram o martelo a favor do caça francês Rafale.
A decisão teria sido tomada depois da francesa Dassault reduzir de US$ 8,2 bilhões (R$ 15,1 bilhões) para US$ 6,2 bilhões (R$ 11,4 bilhões). O Rafale ficou em último no relatório técnico da FAB, que trouxe em primeiro o caça sueco Gripen e em segundo o americano F-18, da Boeing. A reportagem informa que o francês é o preferido de Jobim e de Lula, que defendem negócio com a França porque o país é seu ''parceiro estratégico'', com o qual assinou grande acordo militar em 2009.
Fabricante dos caças F-18 Super Hornet, que disputam a concorrência FX-2 para fornecer os novos jatos de ataque da Força Aérea Brasileira (FAB), a Boeing Company, dos EUA, confirmou ontem ter oferecido ao governo do Brasil o pagamento de uma multa pelo não-cumprimento de eventuais obrigações contratuais. A empresa ressaltou, porém, que o oferecimento foi feito apenas como ''demonstração de confiança'', não por incerteza do cumprimento de qualquer item que venha a ser contratado. (Com Agência Estado)


