O PT do Paraná enfrenta nova disputa, dessa vez para a composição da executiva estadual. A briga esquentou com a disputa pela vice-presidência e a tesouraria da legenda. Essas funções são consideradas estratégicas pelas correntes ''Unidade na Luta'', do vereador curitibano Jorge Samek, e ''Estrela da Gente'', do deputado estadual Irineu Colombo. Na hipótese de o presidente do partido, o vereador londrinense André Vargas, disputar uma vaga na Assembléia Legislativa em 2002, o vice assumiria o comando da legenda em um ano eleitoral.

A terceira corrente mais importante do PT no Estado é a do deputado federal Padre Roque Zimmermann, que também exige um cargo. Padre Roque foi o segundo colocado na eleição para presidente do partido, não concordou com o resultado, mas não conseguiu reverter o resultado com recursos junto à executiva nacional. ''Temos por direito a terceira escolha nos cargos da executiva. Não concordamos em ser excluídos'', afirmou. Segundo o deputado, essa exclusão é um boato que corre ''à boca pequena'' dentro do partido. ''O PT sempre funcionou na pluralidade e não aceito que seja transformado em um PFL'', alfinetou.

Já Samek e Colombo negam uma crise interna. ''É possível fazer uma executiva que contemple todo mundo'', diz Samek. Ele admite, no entanto, que a tesouraria e a organização do partido são o alvo de seu grupo. ''Como apostamos na candidatura de Ângelo Vanhoni, achamos fundamental que tenhamos pessoas de nossa área nessas funções.'' Irineu Colombo adianta que seu grupo também quer participar da indicação do vice. ''A vice poderá ficar com a 'Unidade na Luta', mas queremos discutir a indicação desse nome.''

André Vargas acredita que os 15 cargos da executiva podem ser definidos até o final do ano. Ele garante que o processo está tranquilo, apesar das reivindicações de grupos minoritários. ''Nosso relacionamento principal é com a 'Estrela da Gente', mas não queremos excluir ninguém.''

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