Suspeita de assédio de empresários a vereadores de Londrina não é exclusividade desta legislatura. Em 2008, a maior crise enfrentada pela Câmara de Vereadores foi iniciada em janeiro com a prisão em flagrante do vereador Henrique Barros (PMDB) pelo Gaeco, com R$ 9,9 mil em dinheiro, pelo recebimento de propina de empresários para facilitar a tramitação de projetos na Casa.
Na mesma legislatura, onze vereadores também foram acusados de receber mensalmente R$ 1,6 mil da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), caso que ficou conhecido como ''mensalinho da TCGL''. O então vereador Orlando Bonilha (PR) se tornou réu confesso e acabou denunciado também por corrupção ativa por ter convencido outros vereadores a receber o valor. No mesmo ano, mais vereadores foram denunciados por concussão porque, segundo o Ministério Público, teriam recebido para mudar o alvará de funcionamento do hotel ao lado da Boate Shirogohan, para que ele pudesse funcionar como motel.
No desenrolar das investigações mais fatos foram surgindo e até julho do mesmo ano o MP tinha protocolado 12 ações judiciais contra nove parlamentares. Três ficaram afastados judicialmente do cargo até o final do mandato: Renato Araújo (PP), Flávio Vedoato (PSC) e Osvaldo Bergamin (sem partido). Henrique Barros renunciou ao cargo por conta das denúncias, para evitar a cassação, e Orlando Bonilha foi cassado pela Casa por quebra de decoro parlamentar.
Mais gravações
O caso da TCGL - que causou a prisão do diretor da empresa, Gildalmo Mendonça - ganhou força pelo depoimento ao MP do vereador Roberto Fú, que na época também fez uso de gravações. Fú disse que foi informado que seu nome constava na lista dos ''beneficiados'' pela empresa, e fez uma gravação do diretor em seu gabinete pedindo para que seu nome fosse retirado da lista, já que não recebia o valor.

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