O vereador de Londrina Rodrigo Gouvêa (PRP) foi preso na semana passada. A prisão preventiva, decretada pela juíza da 4ª Vara Criminal, Carla Pedalino, atende ao pedido formulado na denúncia do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
  Os promotores Cláudio Esteves, Leila Voltarelli, Renato de Lima Castro e Jorge Barreto acusam o vereador de três vezes ter praticado crime de peculato ao ter efetuado pagamento à agora ex-assessora parlamentar Maria Aparecida Vieira – denunciada pelo mesmo crime –, além de constrangimento ilegal contra o ex-chefe de gabinete Sérgio Dicezar da Costa.
  Segundo as declarações prestadas por Costa, Gouvêa o teria abordado por telefone e dito que, como o ex-assessor tinha informações privilegiadas a informações de seu gabinete, caso elas viessem a público, Costa e sua família arcariam ‘‘com as consequências’’.
  Para a juíza, ‘‘há sérios indícios, portanto’’, de que, solto, Gouvêa poderia seguir o ‘‘mesmo caminho utilizando indevidamente de suas prerrogativas de vereador para continuar a proceder a nomeação de assessores que efetivamente não estariam cumprindo as funções dos cargos’’.
  Para o Gaeco, a suposta assessora fantasma, contratada em abril por um salário de aproximadamente R$ 2 mil, ‘‘era paga para quitar interesses particulares, eleitoreiros do vereador, situação típica do que já ocorreu no passado’’.
  Gouvêa, que também foi afastado do cargo pela Justiça, é réu em quatro ações – duas civis públicas por ato de improbidade administrativa e duas criminais.


Decretada com o objetivo de prevenir que o réu cometa danos à investigação, à ordem pública ou econômica ou à aplicação da lei penal


Crime cometido por um funcionário público contra a administração, como desviar ou se apropriar de bens em proveito próprio


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